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Volvo XC40 T4 é o “feijão com arroz” bem temperado

Versão de entrada entre os SUVs da gama sueca vem bem servido de equipamentos e conquista no dia a dia

    • Desempenho
    • Desempenho
    • 30,6/1500 kgfm/rpm
    • Consumo Gasolina
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    • Cidade: 9,0 km/litro
      Estrada: 11,0 km/litro
    • Consumo Álcool
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    • Cidade: N/A
      Estrada: N/A
    • Porta Malas
    • Porta Malas
    • 460 litros
    • Câmbio
    • Câmbio
    • N/A
8.8

Overview

A culinária sueca está na moda e o XC40 T4 é o prato de entrada. O SUV traz bons equipamentos, principalmente no quesito segurança, mas a conta é alta


  • + Segurança a bordo
  • + Acabamento
  • + Conforto
  • - Espaço interno
  • - Condução semiautônoma só como opcional
  • - Falta de paddle-shifters para troca de marcha
 
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Dizem que para saber se um restaurante é bom é preciso pedir o prato mais básico. Se o “feijão com arroz” for bem feito qualquer outra receita será bem servida. Com os carros vale a mesma lógica. No cardápio de SUVs da Volvo, o recém-lançado XC40 é o prato do dia a dia e a versão T4, servida a salgados R$ 174.950, a entrada da gama. Passei uma semana experimentando o molho sueco para saber se o tempero viking se adapta bem aqui nos trópicos.

A cozinha dos mares nórdicos tem personalidade e é minimalista. As linhas do XC40 são fluídas e, ainda sim, marcantes. Dos faróis em LEDs com formato em T (conhecidos como “martelo de Thor”) ao caimento estilo bumerangue da tampa traseira, o estilo é elegante e moderno. Nem mesmo as rodas menores, aro 18, (as variações mais caras têm rodas aro 19 ou 20), deixaram o visual mais pobre.

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Legenda: Traseira do XC40 traz o DNA da Volvo
Crédito: Fabio Aro/WM1

O interior é simplista, como nos irmãos maiores. Nada de botões espalhados por todos os lados ou várias tonalidades de cores. O utilitário foi feito para o público jovem e endinheirado da Europa, mas que aqui pode conquistar também os mais velhos com uma poupança gorda.

https://youtu.be/0C3n8i-6WXM

O acabamento interno é outro ponto de destaque, mesmo nesta versão “prato feito”. Sim, há plástico espalhado pelo interior, mas não existem rebarbas e o material é suave ao toque. Uma tela de 12,3 polegadas faz as vezes do cluster de instrumentos enquanto outra tela de nove polegadas, na parte de cima do console central, transmite os dados do sistema de infotainment. Tudo clean, como manda o manual escandinavo de design.

Um detalhe interessante desta versão é que a Volvo optou por entalhar em molduras emborrachadas logo acima do porta luvas e nas portas trechos do mapa da cidade de Gotemburgo, na Suécia, onde fica a sede da marca. Por outro lado, estranhamente a versão de entrada não teve direito a pintura bicolor, nem como opcional. Vai entender. Pelo menos os bancos são forrados em couro.

Assim como fez com os seus irmãos XC60 e XC90, a Volvo deixou o prato do novato num tamanho compatível com os rivais alemães. No comprimento, por exemplo, o XC40 bate o Jeep Compass por um centímetro (4,42 metros contra 4,41 m do modelo americano), mas na comparação com o Audi Q3, que está prestes a mudar de geração, são cinco centímetros a mais. Já no entre-eixos, que se traduz em mais espaço para os ocupantes, o XC40 (2,70m) ganha de Mercedes-Benz GLA, Audi Q3 e BMW X1, que tem respectivamente: 2,67 m; 2,60m e 2,69m. O porta-malas, que conta com práticas divisórias para acomodar as bagagens, tem bons 460 litros de capacidade.

 Interior do Volvo XC40
Legenda: Interior do Volvo XC40
Crédito: Fabio Aro/WM1

MECÂNICA

O prato de entrada da gama XC40 sofreu uma redução de potência em relação as versões mais sofisticadas do XC40. O propulsor 2.0L turbo foi calibrado para gerar até 190 cavalos de potência máxima e 30,6 kgf.m de torque - contra 252 cv e 35,7 kgf.m de torque das variações Momentum e R-Design. Já o câmbio de oito velocidades foi mantido.

Não espere uma tocada vigorosa desse escandinavo, que é feito na Bélgica. Não é a proposta. Mas o XC40 de entrada se comporta bem em acelerações dentro da cidade. O câmbio do fabricante Aisin, mesmo usado pela BMW no X1, trabalha com muita suavidade, sem trancos ou reduções desnecessárias. Como esportividade não é a proposta, a Volvo se permitiu até deixar de fora as aletas para troca de marchas atrás do volante. Simulações manuais são possíveis apenas na alavanca de câmbio, apesar do funcionamento para subir ou descer marchas ocorra com toques para as laterais, nada intuitivo. Já a suspensão dianteira do tipo McPherson e traseira multilink filtram as irregularidades e dão segurança a este SUV altinho.

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Legenda: Motor 2.0L turbo gera 190 cv de potência
Crédito: Fabio Aro/WM1

O XC40 é um SUV de emoções contidas. A posição de guiar agrada de cara (e ainda há memória para o banco do motorista), a direção elétrica tem boa empunhadura e peso na medida para a proposta do carro, já os equipamentos estão próximos à mão, incluindo os porta objetos e porta copos. Tudo muito bem pensado para não ser notado. Essa, talvez, seja a melhor característica do XC40, não espere nada rebuscado ou que salte aos olhos, no cardápio da Volvo impera a discrição. Por isso, é difícil se apaixonar pelo SUV num primeiro encontro, ele conquista pela convivência, numa relação feita para não gerar indigestão no longo prazo.

Por se tratar de uma versão de entrada alguns mimos como ar-condicionado duo zone, câmera de ré e seletor de modos de condução foram deixados de fora. Uma economia esdrúxula foi ter tirado o espelho cortesia no para-sol do banco do banco do passageiro. Vale lembrar que apesar de ser a variante mais barata da gama ainda estamos falando de um carro que custa quase R$ 175 mil.

 Volvo XC40 é o menor SUV da marca sueca
Legenda: Volvo XC40 é o menor SUV da marca sueca
Crédito: Fabio Aro/WM1

SEGURANÇA

Mesmo sendo a versão de entrada dos seus SUVs, a Volvo não poderia escorregar no quesito segurança. Por isso, o T4 vem recheado de itens para evitar aquela indigestão no caso de um acidente. O XC40 “peladão” traz controles de estabilidade e tração, sistema anticapotamento, sensor de ponto cego, auxiliar de rampa, assistente de controle em descidas, seis airbags, alerta de colisão frontal   , alerta de mudança de faixa, detector de fadiga, sistema de frenagem autônoma (City Safety) e Isofix (para fixação de cadeiras de crianças).

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Legenda: Cental multimídia lembra um tablet
Crédito: Fabio Aro/WM1

APOSTE NOS OPCIONAIS

Se você estiver inclinado a colocar na sua garagem a versão de entrada do XC40 vale a pena pensar nos dois únicos opcionais disponíveis para o carro e que podem ser adquiridos diretamente na concessionária. Por R$ 5 mil a Volvo habilita para a versão o seu sistema de direção semiautônoma, o Pilot Assist. Posso dizer que a sensação de estar a bordo de um carro capaz de acelerar, frear e ainda fazer curvas sozinho, apenas com base em instrumentos, é muito legal. Claro que isso não evita que o motorista tenha que manter a atenção na rodovia, mas é fato que numa viagem longa o sistema torna o caminho muito mais tranquilo.

Outro opcional que está disponível para a T4 e que também pode ser adquirido numa concessionária é o download e a liberação dos mapas do GPS na tela do sistema de infotainment. O acessório custa entre R$ 3 mil e R$ 4 mil.

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Legenda: Freio de estacionamento é eletrônico
Crédito: Fabio Aro/WM1

Ancora: Conclusão Score

CONCLUSÃO

A culinária da Escandinávia está na moda. A Volvo bateu recorde histórico de vendas no Brasil em 2018. Muito por conta do seu feijão com arroz bem temperado, o XC40. O modelo deve fechar o ano abocanhando quase 40 porcentos das vendas e a versão T4 é o carro chefe nas concessionárias. O estilo minimalista, um bom acabamento, aliados a um bom pacote de equipamentos de tecnologia e segurança ajudaram a compor um tempero interessante ao XC40. É uma opção racional para quem está cansado dos modelos alemães.

 Martelo de Thor está nos faróis.
Legenda: Martelo de Thor está nos faróis.
Crédito: Fabio Aro/WM1

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  • Desempenho8.8
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  • + Segurança a bordo
  • + Acabamento
  • + Conforto
  • - Espaço interno
  • - Condução semiautônoma só como opcional
  • - Falta de paddle-shifters para troca de marcha
 
8.8

  • Rodrigo Ferreira
  • Editor, amante dos carros desde criança e colecionador de revistas automotivas. Seu passatempo preferido é viajar de carro ouvindo um bom rock. No mundo automotivo, tem uma queda pelas peruas e pelos esportivos. Quando não está fuçando sobre carros tenta a sorte nas quadras de tênis.
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