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Renault contrata jovem brasileiro de olho na F-1

Caio Collet, 16 anos, agora integra a academia de pilotos da montadora e vai disputar a Fórmula Renault Eurocup

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Redação WM1
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O paulista Caio Collet, de 16 anos, é o mais novo integrante da Renault Sport Academy, programa de desenvolvimento de jovens pilotos lançado pela montadora em 2016, na Inglaterra, com o objetivo de formar talentos para a Fórmula 1. Esse é o objetivo declarado de Collet, que conquistou o título do Campeonato Francês de Fórmula 4 na última temporada, vencendo sete das 21 provas.

Essa foi a credencial para ingressar na Academia, que prevê a formação de pilotos por meio da disputa de campeonatos de acesso – no caso de Collet, ele vai correr em 2019 de monoposto na Fórmula Renault Eurocup, que, segundo a montadora, formou cerca de 1/3 do grid atual da F-1.

"Quero muito ser o próximo brasileiro na Fórmula 1, é um sonho de criança. Agora, conto com o apoio de uma fábrica de montadora que está na categoria. Espero chegar à F-1 em quatro ou cinco anos, dependendo dos resultados que eu tiver”, comemorou o piloto durante o anúncio da sua contratação para a imprensa, em evento na capital paulista. Desde a temporada de 2018, a categoria não tem um brasileiro competindo, após quase 50 anos consecutivos de presença no grid e oito títulos mundiais.

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Legenda: Piloto Caio Collet (esq.) concede entrevista ao lado de Carlos Henrique Ferreira, diretor de comunicação da Renault
Crédito: Alessandro Reis

Caio foi para a Europa em 2015, onde participou de competições de kart nessa e nas temporadas de 2016 e 2017. Logo no primeiro ano, levou o prêmio de Novato do Ano, concedido pela pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo). Ele começou a competir com monopostos em janeiro de 2018, terminando em terceiro lugar na sua primeira corrida, em Dubai. A primeira vitória aconteceu uma semana depois, no autódromo de Yas Marina. Depois, iniciou sua campanha na Fórmula 4 francesa, que venceu somando 66,5 pontos e subindo ao pódio por mais seis vezes.

"Não escolhemos o Caio porque é brasileiro, o título da F-4 francesa o credenciou para entrar na academia. Ele foi contratado só para participar das provas, mas para seguir um programa de desenvolvimento com muito profissionalismo, que ele tem demonstrado”, afirmou Carlos Hnrique Ferreira, diretor de comunicação da Renault no Brasil.

A montadora francesa começou na F-1 em 1977 e desde então está presente na categoria como fornecedora de motores ou com equipe própria – já são 12 títulos mundiais de costrutores. O retorno da marca como fabricante de chassi e motor aconteceu em 2016 e o melhor resultado entre os construtores nessa fase foi em 2018, quando terminou na quarta posição, com 122 pontos.

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