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Entenda a importância das luvas para os motociclistas

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Geraldo Simões
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Você tem dimensão da importância de suas mãos? Claro que sim, para chegar aqui nesta página foi preciso usar os dedos e teclar alguns dados no seu computador. Hoje seria impensável a vida sem o uso das mãos. Principalmente para quem vive como nós jornalistas, que passa praticamente o dia sobre um teclado.



Perder os movimentos das mãos, mesmo que por apenas um período, já causa um transtorno nas nossas vidas. Sei bem disso porque fiquei três meses com o braço esquerdo imobilizado, teclando apenas com cinco dedos!



Por isso, e dando sequência à série de artigos sobre os equipamentos de segurança dos motociclistas, é hora de falar das luvas. Apesar de ignorada pela maioria dos motociclistas, as luvas estão em segundo lugar na escala de importância, logo atrás do capacete. O simples fato de termos nas mãos a nossa subsistência já evidencia a importância da luva.



E por ser uma região com movimentos delicados e muita flexibilidade, um grave dano nas mãos e dedos se torna de difícil recuperação a ponto de provocar sequelas irreversíveis. Especialmente aquela pele que fica por cima dos dedos. Pela natureza flexível dessa pele, em caso de perda de material é muito provável que os dedos perderão a capacidade de compressão e extensão. Imagine um motociclista que não consegue apertar a manete de freio ou embreagem!



Outro motivo para usar luvas é o conforto. Sem elas rapidamente o motociclista ganhará calos na palma das mãos e dedos. Algo assim como um trabalhador rural que pega na enxada todo dia!



Um dos primeiros passos para escolher uma luva é observar os seguintes itens:



Costura - o ideal é ter costura dupla, que são mais resistentes no caso de abrasão.



Ventilação - alguns modelos tem entradas de ar na parte de cima dos dedos, o que ajuda muito o conforto no versão.



Fechos - as luvas de couro de cano longo normalmente tem dois fechos de velcro. O maior serve para ajustar o cano no diâmetro do casaco e o segundo é uma tira que serve para segurar as luvas nas mãos. Essa tira é muito importante porque é ela que impede a luva sair da mão em caso de abrasão no asfalto.



Conforto - escolha uma luva que permita boa flexibilidade das mãos, sem comprometer a sensibilidade dos dedos. Algumas luvas específicas de motovelocidade tem uma ligação que prende o dedo mínimo ao anelar. Isso é para evitar uma lesão grave no dedinho, que é o mais frágil de todos.



Proteções - verifique se a luva tem proteção tento na palma da mão quanto na parte superior e nos dedos.



Dicas - No caso de chuva, pode-se usar uma luva de borracha - de médico - por cima da luva convencional, porque não existe luva de moto 100% impermeável.



Material - o couro é insubstituível, nenhum outro material oferece as mesas características de proteção e flexibilidade. Algumas luvas misturam couro com tecido, que pode ser boa opção para uso urbano. Mas evite as luvas de material sintético, geralmente de esquiador, porque esse material não resiste à abrasão.



O segundo passo é determinar o tipo de uso. Que podem ser basicamente estes:



Urbano/fora-de-estrada - quem roda quase exclusivamente na cidade pode escolher uma luva curta, de couro com tecido, normalmente usada pelos pilotos de motocross. Elas oferecem boa margem de proteção com a vantagem de serem ventiladas.



Estrada - para melhor conforto o ideal é uma luva de couro de cano longo. O cano da luva deve ficar por cima do punho do casaco para evitar que o vento entre pela manga!



Competição/esportiva - quem usa motos de alto desempenho ou costuma praticar track-days em autódromos aí não tem opção nem economia. Esta luva deve ser a mais profissional possível, com costura dupla, proteções de material sólido no punho e por cima dos dedos. Não são baratas, mas custam bem menos do que uma cirurgia de enxerto de pele!



E se por acaso não usar luva de jeito nenhum, pelo menos não use anéis nem pulseiras. Os anéis podem amassar ou engatar em algum obstáculos e provocar o desluvamento, que é a perda da pele do dedo de forma irrecuperável. O único remédio é a amputação!

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