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Saiba como é (e quanto custa) um rali de luxo

Dream Route reuniu 65 superesportivos no sul do Brasil

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Karina Simões
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Se você curte supercarros e é leitor do WM1, certamente já ouviu falar no “Gold Rush Rally”. Assim como o “Gumball 3000”, esses são dois programas para milionários, apenas. Trata-se dos ralis mais insanos e caros do planeta onde não há regularidade, pelo contrário. Aqui no Brasil, dois apaixonados por carros se uniram para fazer uma “versão brasileira” do evento. Já na terceira edição, o Dream Route reuniu no início deste mês, em Curitiba (PR), 65 supercarros que literalmente pararam as principais estradas do sul do país.  

O WM1 acompanhou a largada da edição de inverno, Winter, que foi de Curitiba até Jurerê Internacional, a badalada praia de Floripa (SC). De 4 a 7 de agosto a BR-101 foi palco de um verdadeiro desfile de cores e sons. Para quem gosta de carros, bastava abrir os olhos e os ouvidos para se impressionar. Mas para os donos dos supercarros, os 330 quilômetros de asfalto foram intercalados com hospedagem em hotéis 5 estrelas, refeições em restaurantes caros, as melhores baladas do sul do país com bebida de primeira inclusa para eles e para seus carros, já que a gasolina de alta octanagem também era à vontade. Por tudo isso, o sujeito que quer participar – além de ter um carrão- paga R$ 12 mil pela pulseira, uma espécie de vale ostentação. O preço, por carro, vale para duas pessoas.

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Crédito: dreamroute2016.jpg

Para acompanhar o grupo, dirigi por um trecho de 200 quilômetros um Audi TTS Coupé. O esportivinho da marca das argolas que custa mais de R$ 300 mil e tem 286 cv de potência era um dos modelos mais modestos do evento. Também, pudera, dentre as máquinas que mais viravam o pescoço de pedestres e motoristas, estava uma Lamborghini Gallardo assinada por Valentino Balboni, italiano que foi piloto de testes da marca por 40 anos, a única Ferrari Speciale Novitec Rosso do Brasil, preparada pela divisão da Novitec especializada na marca do cavalo rampante, além de Lamborghini Performante, Ferrari F458, Ferrari F12 Berlinetta, Mercedes-AMG GTS, Porsche 911 Turbo, Audi R8, a perua mais rápida do mundo RS6, Nissan GT-R e Ferrari F599 GTO –o exemplar que pertencia ao político Paulo Maluf. Apenas para citar alguns exemplos...

Dos carros curiosos, havia um sedã esportivo da marca californiana Fisker, o Karma. Dificílimo topar com um desses aqui no Brasil, o híbrido plug-in com sua carroceria em alumínio envelopada de roxo fosco chamou muita atenção no passeio.

O grande destaque do evento foi um Pagani Zonda F ano 2007. A letra F no final é uma homenagem ao campeão de Fórmula 1 Juan Manual Fangio. Apenas 25 unidades do Zonda F foram produzidas e uma delas estava no grupo. O motor, um AMG V12 de nada menos que 7.3 litros, gera 602 cv com o escapamento original, mas o exemplar do argentino Jorge Gomez, 57 anos, chega aos 675 cv com o “novo” escapamento absolutamente insano. “O Zonda F é o melhor superesportivo de todos os tempos”, disse convicto o dono do possante após rodar 1.500 km, do Uruguai à capital do Paraná para participar do evento. Loucura? Paixão? Irreverente, Gomez diz que acabou vindo por pura insistência dos organizadores mesmo. Mais que qualquer adjetivo, eu diria que ele é muito corajoso, já que segundo ele mesmo, seu carro não tem preço. Segundo os organizadores do Dream Route, a unidade supera os R$ 10 milhões.

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Legenda: dreamroute2016.jpg
Crédito: dreamroute2016.jpg

Inspirados nos eventos “gringos”, os sócios Vinícius Trapani e Alessandro Magno -que trabalham com a importação de veículos premium- querem fomentar a modalidade de turismo automobilístico de luxo no Brasil. “A cada edição temos mais carros participando e, por uma solicitação dos participantes, neste ano faremos duas edições. O evento está crescendo mas no fim, o Dream Route é uma grande família”, disse Trapani. Embora a organização peça para que os participantes respeitem os limites de velocidade, como em toda família, esta também tem alguns contratempos. Multas na estrada e até uma batida com prejuízo na casa dos milhões fizeram parte da ultima edição. Trapani explica que um dos desafios é fazer com que todos os participantes respeitem os horários e as orientações dada. Dizem que até nas melhores família há ovelhas negras, não? Então, que venha a próxima edição.

Enquanto isso, assista nosso vídeo do Gold Rush Rally e veja como os caras fazem em Las Vegas:

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