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Chevrolet Camaro ou Ford Mustang?

A gente traz a resposta para a pergunta que é feita desde a segunda metade da década de 1960


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Camaro ou Mustang? Essa é a pergunta que nasceu na segunda metade da década de 1960 em solo norte-americano e que desde então nunca saiu de moda, se reinventado de tempos em tempos. Hoje importados oficialmente por Chevrolet e Ford, os dois ícones da indústria automobilística mundial trazem esta mítica rivalidade para o asfalto brasileiro. Nós do WM1 – canal de notícias da Webmotors – resolvemos promover um round nas curvas da pista travada e sinuosa do Haras Tuiutí, interior de São Paulo.

Os dois ‘xucros’ estão completamente renovados, ambos na 6ª geração. Na versão GT Premium, o Mustang leva a primeira vantagem sobre o Camaro no preço, importado na versão SS. Enquanto o Ford parte de R$ 299.900, o Chevrolet não sai da concessionária por menos R$ 315 mil – diferença de R$ 15,1 mil que, convenhamos, não é muito para o consumidor destes ‘American Way Of Life’.

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Legenda: Rivalidade nasceu na segunda metade dos anos 1960
Crédito: Reprodução/YouTube

Outro ponto importante financeiramente falando é com relação às revisões periódicas. O Mustang conta com um plano de preços fixos – as seis primeiras revisões custam R$ 7.228 (destaque para o serviço de 60.000 quilômetros ou seis anos, que custa R$ 2.364). O Camaro, por sua vez, não tem valores pré-estabelecidos.

Mas vamos falar do que mais interessa quando o assunto é este embate: performance!

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NA PISTA

O Camaro é mais experiente tratando-se de Brasil. Está aqui oficialmente há alguns anos e caiu no gosto do consumidor brasileiro – sendo inclusive tema de música: “Camaro Amarelo” – Munhoz & Mariano. No entanto, ao contrário do Chevrolet de quinta geração que passou a ser importado oficialmente, este de sexta está muito melhor. E por um motivo que pode parecer banal: faz curva. Muita curva! Agora o Camaro é montado sobre a plataforma do Cadillac ATS.

 Mustang utiliza motor 5.0 V8 de 466 cv
Legenda: Mustang utiliza motor 5.0 V8 de 466 cv
Crédito: Reprodução/YouTube

Sob o capô, que mais parece uma cama king size, respira um aspiradão 6.2 V8 com injeção direta de combustível e que gera 461 cv de potência máxima a 6.000 rpm. No entanto, o que realmente impressiona é o torque: 62,1 kgf.m a 4.400 giros. Toda essa raiva é despejada nas rodas traseira de forma visceral. Para se ter uma ideia, de acordo com dados oficiais da Chevrolet, o Camaro acelera de 0 a 100 km/h em 4,2 segundos e atinge a velocidade máxima de 290 km/h.

 Camaro é equipado com motor 6.2 V8 de 461 cv de potência máxima
Legenda: Camaro é equipado com motor 6.2 V8 de 461 cv de potência máxima
Crédito: Reprodução/YouTube

Para aguentar os desaforos proferidos pelos oito canecos deste propulsor – que traz tecnologia de utilizar somente quatro cilindros quando performance está em segundo plano, melhorando a eficiência energética a partir de uma interessante economia de combustível – é utilizado um câmbio automático (conversor de torque) de oito marchas. É uma transmissão que trabalha muito bem, fazendo com que o motor atue sempre em uma faixa de rotação pronta bombardear toque no eixo traseiro.

O Mustang é pautado por um conjunto mais moderno, apoiado em recursos mais tecnológicos da indústria. O chamado Coyote 5.0 V8 – também aspirado -, mas com sistemas de injeção direta e indireta de combustível, é capaz de produzir 5 cv a mais que o desafeto (totalizando 466 cv a 7.000 rotações) e torque menor de 56,7 kgf.m a 4.600 rpm. Lembrando que aqui, a tração também é traseira.

E se a diferença de potência é banal, a de torque – 6,2 kgf.m –, na prática, também não causa nenhum abismo entre eles. Prova disso é o 0 a 100 km/h, que no Ford – segundo números oficiais da fabricante norte-americano – é de 4 segundos, dois décimos a menos que o Camaro. E isso tem um motivo. Peso? Não! Por incrível que possa parecer, o Mustang é 74 kg mais musculoso que o Chevrolet. Transmissão? Sim! O Ford utiliza uma caixa automática (conversor de torque) de dez marchas, desenvolvida em parceria exatamente com a galera da General Motors. Este câmbio impressiona pela eficiência. Incrível como consegue entregar um Mustang dócil – isso mesmo, a palavra é dócil – quando o objetivo é ir passeando de um ponto ‘A’ até um ponto ‘B’. As mudanças ocorrem em rotações baixas e de maneira quase que imperceptível. Ao mesmo tempo em que exige do motor seu máximo quando o objetivo é puramente desempenho, trabalhando sempre em rotações mais elevadas.

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Legenda:
Crédito: Reprodução/YouTube

Observação: no Mustang é possível fazer as trocas manuais somente pelas aletas atrás do volante. No Camaro, além das ‘borboletas’, permite as mudanças pela manopla – empurrando as marchas sobem e puxando, descem (exatamente o contrário ao que acontece com os carros de competição).

Rodando, o Mustang é um ‘bólido’ mais na mão, que consegue te transmitir mais confiança com mais rapidez. Nas curvas do Haras, rapidamente começamos a carregar velocidade nas curvas de maneira equilibrada, possibilitando dar acelerador progressivamente antes mesmo de ver o começo da reta. Mesmo com o controle de tração desligado, elevando o nível de prudência do pé direito, mas ao mesmo tempo instigando as mãos ao volante, o Ford mostrou-se um carro mais previsível.

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Legenda:
Crédito: Reprodução/YouTube

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O Camaro já mantém resquícios de um típico Muscle Car. Com mais torque entregue em rotações mais baixas, ‘dar o pé’ (acelerar) antes de estar 100% equilibrado pode fazer a traseira sair e o motorista virar passageiro – com o controle de tração ligado é possível sentir a traseira indo embora, mas a eletrônica mantendo o ‘foguete’ nos trilhos. A entrega desta força é feita abruptamente – o que deixa o Camaro um pouco traiçoeiro, até certo ponto perigoso para quem tem muita coragem e pouca habilidade, porém divertido para quem depois de algumas voltas começa a entender o temperamento mais explosivo do Chevrolet.

Por ser uma pista mais travada com retas curtas, o Mustang também se adapta melhor por ter uma distância entre os eixos quase 10 centímetros menor que o Camaro – apesar de os dois terem o mesmo comprimento:  4,78 metros.

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Crédito: Reprodução/YouTube

Algo que chamou demais a atenção pela eficiência, algo que não era uma característica dos muscles, até por conta de o objetivo deles, no passado, era acelera o mais rápido possível em linha reta, foi a capacidade de frenagem. Com freios a disco de alta performance nas quatro rodas (ambos Brembo), ao ‘montar’ no pedal do freio Camaro e Mustang ancoram com um equilíbrio digno de superesportivo europeu. A cada volta o ponto de frenagem fica alguns centímetros mais dentro da curva.

Vale também pontuar a diferença da posição ao volante, que é relativamente gritante. O Camaro, nesta nova geração, melhorou a visibilidade, mas ainda mantém a sensação de estar dirigindo – principalmente nas cidades – uma caixa de correio. Na pista, porém, esta característica de poder ‘socar o assento no chão’, assumindo uma postura de competição, agrada mais que a do Mustang, que apesar de ter regulagem de altura do banco, ainda mantém uma posição mais elevada.

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Crédito: Reprodução/YouTube

Os dois também tem ajustes amplos da coluna de direção, que tem assistência elétrica. No entanto, no Camaro, ela é mais pesada e precisa. Na pista, me agrada mais. O Mustang tem um volante com uma pegada menos esportiva, mas entrega mais comodidade a partir de uma leveza maior para manobras do dia a dia.

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TECNOLOGIA

Camaro e Mustang estão muito mais tecnológicos. O Chevrolet, por exemplo, traz quatro modos de condução, cada um mais permissivo que o outro. O Ford, por sua vez, oferece sete. Em ambos os casos a eletrônica trabalha nos controles de tração e estabilidade, na resposta da direção e na sensibilidade do acelerador. No caso do Mustang, amortecedores ajustáveis magnéticos deixam o Ford multifacetado, com a capacidade de ser minimamente confortável – exato: confortável – rodando de boa pelas ruas de São Paulo, por exemplo. Se não fosse o habitáculo com forte pegada esportiva, seria possível imaginar que estamos em um sedã.

Aliás, Mustang e Camaro utilizam mesma filosofia da suspensão: independente nas quatro rodas, tipo McPherson na dianteira e multibraços na traseira.

O Mustang é mais hightech. E isso também está no visual. O painel de instrumentos, por exemplo, é 100% digital e configurável, permitindo o motorista escolher qual informação que dar mais destaque na tela de 12 polegadas. Até a cor da iluminação interna, algo inimaginável em um muscle, o Ford tem. Já a central multimídia é a excelente Sync 3 com tela sensível ao toque e compatibilidade com Android Auto e Apple CarPlay. O Camaro, neste ponto, é menos espalhafatoso. O painel de instrumentos tem velocímetro e conta-giros analógicos e somente a tela entre os dois leitores, digital e configurável. A central é MyLink 2, que assim como a Sync 3 não deixa nada a desejar em relação à conectividade.

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Legenda: Repórter Marcelo Monegato acelerou os dois modelos na pista
Crédito: Reprodução/YouTube

A Ford também optou por agregar recursos tecnológicos focados na segurança e que são encontrados em veículos que têm como principal objetivo entregar comodidade – e não esportividade. Um exemplo é o controle de cruzeiro adaptativo, que aqui no Brasil ficou conhecido com ACC (Adaptative Cruise Control), e permite ao motorista ajustar a velocidade e a distância que deseja trafegar em relação ao carro à frente, e o sistema faz tudo sozinho – freando automaticamente, caso o veículo adiante freie também. Alerta de movimentação na traseira do veículo, alerta de colisão, alerta de fadiga do motorista e sensor de mudança de faixa também são de série.

A Chevrolet, neste ponto, foi mais básica, porém ofertando itens que o Ford não tem: Head Up Display (informações do carro, como velocidade, projetada no parabrisa), freio de estacionamento elétrico e o já conhecido OnStar, um serviço de concierge que permite, entre inúmeras funções, rastrear o veículo em caso de roubo ou furto.

Já com relação a itens de segurança, os dois são muito equilibrados. Além dos controles de tração e estabilidade, freios com ABS (antitravamento) e EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem), ambos têm alerta de veículo no ponto cego e oito airbags (duplo frontal, laterais, de cortina e joelhos para motorista e passageiro). Cinto de três pontos e encosto de cabeça para todos os ocupantes – lembrando que Camaro e Mustang são 2+2 – também estão garantidos.

CONCLUSÃO

Respondendo a pergunta: Camaro ou Mustang? Mustang! Em termos de performance, que é o principal quando falamos destes dois carros, o Ford consegue entregar um conjunto mais moderno e tão bruto quanto do Chevrolet, que tem a seu favor o fato de preservar mais características de muscle car – como um torque bruto e uma personalidade mais intensa. E o Mustang acaba levando vantagens ainda na lista de equipamentos de série (recheada com itens que realmente fazem a diferença), no preço e nos valores das revisões.

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